Durante o evento, presidente defendeu o piso salarial dos odontologistas
O presidente da FNO – Federação Nacional dos Odontologistas, David Chadid Warpechowski participou do lançamento oficial do livro “Demografia da Odontologia no Brasil – 2026’, em Brasília – DF.
Durante o evento, o presidente parabenizou o conteúdo do livro e pontuou a situação brasileira com relação à Odontologia. “O Brasil tem 440 mil dentistas para uma população de 213 milhões, enquanto o segundo colocado com o maior número de dentistas é o Estados Unidos, com 201 mil somente para 350 milhões de habitantes. Investiu-se muito para a abertura do Curso de Odontologia, e ainda assim o Brasil está hoje em terceiro colocado com o maior número de desdentados no mundo. Estamos saturados de profissionais no mercado brasileiro, atualmente, em relação ao mundo, em relação à população. Não faltam profissionais, falta reconhecimento, falta investimento público para atrair profissionais, falta o piso”.

O presidente da FNO defendeu o piso salarial e a luta pela valorização do profissional de Odontologia. “Nos dados apresentados vimos um aumento de 300% em especialização, em profissionais indo para harmonização orofaciais. Disso podemos tirar informações de como está a situação do profissional hoje. Muito se vai, lógico que tem a questão de gostar de algumas especialidades, mas muito se vai, em minha percepção, em relação ao que determinadas especialidades pagam, às vezes. Tem muitas vezes a ver com o que o profissional retira, daquilo que ele estudou, da percepção do trabalho dele”.
Para o presidente, resolver a inversão dos dados apresentados é uma questão de investimento do Governo, pois não faltam dentistas. “Está voltado para a questão financeira e aí entra o papel do piso, que está posto pela FNO, junto com a Senadora Daniela Ribeiro e está recebendo o apoio de outras entidades como a FIO, CFO, FENAM e FMB. O piso salarial ajuda na questão do valor da entrada atrativa ao profissional, já que temos excesso de dentistas no país e assim, voltar os olhos para a atenção básica do Brasil, voltar para a atenção básica para a população. É também um problema de recurso, que cabe ao governo equalizar isso, porque tudo demanda dinheiro”.
O presidente da FNO finalizou reforçando a importância dos dados que constam no livro. “Com esses dados teremos justificativas técnicas para querer dar suporte técnico e apoio para o profissional querer estar na ponta e não só aumentando o reconhecimento do profissional, mas também garantindo a abertura de novas vagas por meio de concursos, que é uma dificuldade muito grande do país. Parabéns mais uma vez pelo livro, é maravilhoso ter um material como esse da Odontologia”.